
A Sé de Braga, que dá origem à expressão "Mais velho que a Sé de Braga". Foto por José Gonçalves.
Braga, cidade da região norte de Portugal, quase na fronteira com a Espanha, é não só mais velha do que a homônima Braga brasileira: é também uma das cidades mais velhas da Europa. Existem vestígios de habitações no local desde a idade do Bronze, ou seja, em torno do século 16 antes de Cristo. Habitada inicialmente por povos celtiberos, a cidade foi um dos centros do domínio romano na região, recebendo o nome de Bracara Augusta.
Assim como sua irmã, Braga foi também desde cedo alvo de importantes fluxos migratórios. Porém, ao invés de italianos e alemães, Braga passou das mãos dos romanos aos povos germânicos, os suevos e godos que invadiram a península ibérica após o declínio do Império. Estes visitantes deixaram sua marca não só na arquitetura do norte de Portugal, mas também nos nomes e rostos dos habitantes da cidade.
Diferente de outras cidades históricas, Braga não vive apenas de seu longo passado e das lembranças que suas inúmeras ruínas trazem à tona todo o tempo. Essa cidade minhota, cercada de serras e bosques, tem mais de 160 mil habitantes e é uma das mais importantes do país. Nela, uma moderna indústria de informática convive ao lado dos tradicionais festejos de São João, de seu artesanato de louças e peças sacras e das iguarias típicas do norte de Portugal (como os rojões à moda do Minho). A velha Braga não sufocou a nova, nem foi por ela suplantada, mesclando-se harmoniosamente.





