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Eça de Queiroz: Pai e Filho

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Histórias de Vida dos Escritores de Lá e de Cá

200px-eca_de_queirosO pai de Eça, Dr. José Maria de Almeida Teixeira de Queirós nasceu entre 1819 e 1820, no Rio de Janeiro (Brasil), tendo se mudado para Portugal ainda criança. Eça pai e filho formaram-se em Direito pela Universidade de Coimbra, tendo defendido ideais liberais muito avançados para suas épocas.

Essa história, porém, não foi sempre mar de rosas. De acordo com uma anotação de Camilo num livro da autoria de Sampaio Bruno: "Eça foi sempre o menos querido dos seus irmãos e também o menos amorável com os pais".*

Como é possível que tenha sido assim?

Eça filho, ou José Maria de Eça de Queirós (Póvoa de Varzim, 25 de novembro de 1845 - Paris, 16 de agosto de 1900) é um dos mais importantes escritores lusos. Foi autor, entre outros romances de importância reconhecida, de Os Maias e O crime do Padre Amaro; este último é considerado por muitos o melhor romance realista português do século XIX.

Ainda não creio que o pai não amasse de fato esse filho. Talvez não soubesse demonstrá-lo, o que é outra coisa... E você, o que achou dessa história?

 


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*In FONSECA, Gondin da, Eça de Queiroz - Uma Biografia Pioneira, s/local, Ed. Borsoi, 1970, s/ed., pág.53)

 

 

Luto por Saramago

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Breve História

José de Sousa Saramago nasceu no distrito de Santarém, na extinta província do Ribatejo, no dia 16 de Novembro, embora o registo oficial apresente o dia 18 como o do seu nascimento. Saramago, conhecido pelo seu ateísmoiberismo, foi membro do Partido Comunista Português e foi director-adjunto do Diário de Notícias. Casado com a espanhola Pilar del Río, Saramago viveu na ilha espanholadeLanzarote, nas Ilhas Canárias.

Foi galardoado com o Nobel de Literatura de 1998. Também ganhou o Prémio Camões, o mais importante prémio literário da língua portuguesaSaramago foi considerado o responsável pelo efectivo reconhecimento internacional da prosa em língua portuguesa.[1]

Seu livro Ensaio Sobre a Cegueira foi adaptado para o cinema e lançado em 2008, produzido no Japão, Brasil e Canadá, dirigido por Fernando Meirelles (brasileiro realizador de O Fiel JardineiroCidade de Deus).

Saramago faleceu no dia 18 de Junho de 2010[3], aos 87 anos de idade, na sua casa em Lanzarote onde residia com a mulher Pilar del Rio, vítima de leucemia crónica[4]. O escritor estava doente há algum tempo e o seu estado de saúde agravou-se na sua última semana de vida.

Seu funeral teve Honras de Estado, tendo o seu corpo sido cremado em Lisboa.

Abaixo, segue poema de Bia de Barros, jovem que faz parte de nosso Conselho Editorial, em homenagem à memória do escritor.

Luto por Saramago

Nas esquinas de Azinhaga

Onde principiou a saga

Encerrada pelo tempo cruel

 

Vestiu-se de luto Penafiel

Sem saber que fazer do troféu

do primeiro português Nobel

Vede, agora, sob os panos

 

Após quase oitenta e oito anos

de reinventar o Céu.

 

Travesseiros de Sintra

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O Português é uma língua riquíssima, não apenas entre os oito países que compõem a Comunidade Lusófona, mas dentro de cada um desses países.
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Nesse espírito fraterno é que foi criado o Dicionário Luso-Brasileiro do Lá e Cá, totalmente interativo, e que já conta com contribuidores dos dois lados do Atlântico.
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Ainda não postou nem acessou a nenhum verbete? Acesse o Dicionário aqui e agora e descubra quanta coisa você nem imaginava existir dentro da Língua Portuguesa!
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travesseiro_sintra
em Portugal, tem gente que sonha com travesseiros. A depender da região, sonha-se acordado, com os olhos bem abertos, e em geral se corre para a cozinha a atacar a geladeira. A depender, sonha-se a dormir sobre os travesseiros, da sala, do quarto, de onde quer que seja... Não entendeu? Acesse já o Dicionário do Lá e Cá para desfazer qualquer confusão!
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Se você possui alguma dúvida, escreva para nós - Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. - ou comente aqui no site mesmo. Vossa opinião é sempre bem-vinda. Até breve!
 

Minha História com o Pessoa 3

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Por Gustavo Jaime*
alberto-caeiroE lá estava eu, numa segunda-feira nublada de novembro, sozinho na praia. Sozinho não, desculpem: na companhia de Caeiro. De Alberto Caeiro, um dos heterônimos de Fernando Pessoa.

Não sentia frio ou calor, felicidade ou tristeza, medo ou saudade. Sentia uma paz estranha, plena, pura. Era natural que assim ficasse? Nunca tinha passado por isso. Pareceu algo como uma confirmação de que a poesia do Pessoa estava me lendo, lendo meu momento, minha alma, minhas profundezas.

O vício começou uns meses antes. Talvez até mais de um ano antes, se não estou em erro. Refugiei-me nos poemas para curar uma dor silenciosa. Busquei Pessoa, Drummond, Quintana, Leminski, Bandeira, Neruda, Lispector. Busquei as expressões em forma de rimas, de versos, de paralelos negros.

Graças a eles, superei. Melhor: abrandei. Comecei também a compor, a rabiscar umas linhas. E mais que tudo isso: passei a andar de mãos dadas com a poesia. Sempre que leio Pessoa lembro dessa fase. Regresso às noites vazias, com as antologias e meu desassossego. Aquilo tudo parecia escrito para mim, oras bolas!

Estive com Pessoa na melaconlia e depois na naturalidade dos atos. Percorri seus versos com paixão e interesse. Escolhi Lisboa para morar também por conta dele. Visitei a Rua dos Douradores, vivi perto de um dos sítios que viveu, tive vontade de lágrimas e arrepiei-me diante de seu túmulo.

Pessoa é um ente querido, alguém próximo. É uma lembrança, uma presença. Minha história com ele não é única e exclusiva. Tantos outros o leram e lêem, o interpretam, o veneram, carregam-no debaixo dos braços. Mas é uma história, ainda assim e acima de tudo, minha. A minha história com Pessoa.

*Mais um membro de nosso Conselho Editorial, Gustavo é um dos jovens escritores do blog '7 Cronistas Crônicos', um promissor Projeto Literário e parceiro do Lá e Cá.

 


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